História

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POEMA DE UM MARMELEIRENSE 

Chorai meninas, chorai.
Meninas gemei
Num pranto sentido,
Porque as meninas da elite
Têm o juízo perdido.
 
Quem tem um desgosto assim
Por força tem que chorar,
Porque eles todos teimam,
Porque eles todos teimam
Em as vacas ir pegar.
 
Chora a Aninha,
Chora a Cacilda
E a menina Delfina.
Chora a Maria Zé,
Chora a Laurinda
E outra menina.
Na Marmeleira,
Em todas as casas,
Vai um chinfrim.
Chora a Virgínia
E grita a Brígida
Pelo seu Crispim.
 
OBS.: O Crispim era o cabo dos forcados.
 
Autor desconhecido - 1924